Umbanda
HISTÓRIA
DA UMBANDA
Caboclo das Setes Encruzilhadas Fala aos Umbandistas
Filhos na fé em Oxalá, saudações desse humilde caboclo
a todos vocês, aos quais peço as bênçãos do
nosso Pai Maior, que é Deus!
Recebam esta religião como uma "Revelação Divina"
porque é o que ela é.
Saibam todos que não fui o único fundador da Umbanda no Brasil,
mas tão-somente um dos muitos espíritos aos quais foi confiada
a missão de desvincular tanto do Espiritismo quanto do Candomblé
as manifestações de Umbanda Sagrada.
A miscelânea de manifestações espirituais no inicio do século
XX era tão intensa que, ou concretizávamos logo a nascente religião
ou mais adiante tal tarefa seria impossível.
Se é memorável a minha manifestação em meu médium
Zélio Fernandino de Morais, no entanto muitos outros mentores espirituais
da Umbanda já se manifestavam em seus médiuns realizando um trabalho
meritório nas mais distantes localidades desse imenso pais chamado Brasil,
sede espiritual de todo o astral da religião de Umbanda.
Se fui privilegiado ao desvincular publicamente a Umbanda do Espiritismo e do
Candomblé, no entanto não sou o único a ser aclamado, pois
muitos mentores espirituais já vinham fazendo isto discretamente com
seus médiuns, que um dia dançavam para os orixás e noutro
trabalhavam com os amáveis pais-pretos, aos quais incorporavam para que
eles dessem consultas num canto dos barracões onde se realizavam os cultos
ancestrais.
Minhas reverências aos amados pais-pretos-velhos, detentores de méritos
Divinos diante dos sagrados orixás, as nossas divindades de Deus!
Mas havia também a manifestação dos temidos pajés,
que são os nossos amados pais da terra, que possuíam seus médiuns
de forma estabanada, bravios e carrancudos, como são até hoje.
Eles já atraíam aos seus trabalhos pessoas das mais diversas classes
sociais, pois realizavam milagres com seus maracás, suas rezas indígenas
e suas receitas infalíveis.
Minhas reverências aos amados pais da terra, detentores de méritos
Divinos diante dos sagrados orixás, as nossas divindades de Deus!
Havia, também, a manifestação dos temidos senhores da "quimbanda",
os nossos respeitados irmãos exus, que também incorporavam em
seus médiuns e fascinavam quem os via e ouvia, pois eram, são
e sempre serão incisivamente "humanos".
Minhas reverências aos nossos queridos, amados e respeitados Exus da Lei
da Umbanda Sagrada, detentores de méritos diante de Deus, da sua Lei
Maior e da sua Justiça Divina, já que são os esgotadores
naturais de carmas individuais dentro do Ritual de Umbanda Sagrada.
Também havia muitas outras manifestações espirituais, tais
como as dos mestres do catimbó, dos xangôs, das mesas, etc., que
aconteciam mais no norte e nordeste do País, e que acontecem até
hoje, pois prestam um inestimável trabalho de espiritualização
de pessoas carentes de todos os níveis sociais e culturais.
Minhas reverências aos mestres e rezadores, detentores de méritos
Divinos diante dos sagrados orixás, as nossas divindades de Deus! (Continua...)
Texto extraído do livro "Doutrina e Teologia de Umbanda
Sagrada" de Rubens Saraceni.